O clima e a conversa estão intimamente ligados. Ele pode ser o gatilho para um longo diálogo ou apenas uma oportunidade para quebrar o silêncio de um elevador. Mas as características do tempo, principalmente aqui do Sul, que são mais incertas que um casamento, sempre auxiliam na troca de palavras triviais até mesmo entre completos desconhecidos. E isso é bom. Mostra como o ser humano, mesmo imerso em individualismos e com pouco tempo para tudo, ainda possui certa sensibilidade. Ainda somos humanos – apesar que desconfio de alguns hoje em dia.
E esta semana o clima nos surpreendeu trazendo temperaturas que eu não lembrava mais que existiam. Frio de renguear cusco. E muito marmanjo também. Pelo menos ele ajudou a trazer para os rostos das pessoas um ar mais receptivo. Resta saber até quando. Acho que estavam cansados daquele calorão. Acho nada. Tenho certeza que cansaram e estavam fechadas no seu âmago apenas suportando um clima que já deveria ter nos deixado. Mas, com essa mudança, venho recebendo mais “bom-dias”. E não só recebi. Até mesmo iniciei uma conversa enquanto tomava um café quente durante uma tarde em uma certa padaria. Afinal, com esse frio e no meio da tarde de um dia de semana, o que melhor do que uma padaria cheirando a pão recém tirado do forno e café passado na hora?
Então, enquanto esquentava as mãos na minha xícara de cappuccino no balcão, instintivamente falei aquele “caiu mesmo a temperatura, né?” para a atendente que espontânea e educadamente sorriu enquanto me entregava um pão de queijo e concordou, dizendo que adorava o frio. Ela comparava o frio com uma Bossa Nova, me disse. E o calor com um Carnaval. E ela amava Bossa Nova, falou. Concordei, mas ela teve que ir atender outro cliente, que também estaria afim de conversar sobre o clima, tenho certeza. Espiei com o canto do olho, torcendo para que ele não puxasse conversa com a minha nova amiga de sorriso largo, olhos levemente apertados e ainda por cima apreciadora de Bossa Nova. Mas não poderia fazer nada. Não se pode lutar contra o clima.
E esta semana o clima nos surpreendeu trazendo temperaturas que eu não lembrava mais que existiam. Frio de renguear cusco. E muito marmanjo também. Pelo menos ele ajudou a trazer para os rostos das pessoas um ar mais receptivo. Resta saber até quando. Acho que estavam cansados daquele calorão. Acho nada. Tenho certeza que cansaram e estavam fechadas no seu âmago apenas suportando um clima que já deveria ter nos deixado. Mas, com essa mudança, venho recebendo mais “bom-dias”. E não só recebi. Até mesmo iniciei uma conversa enquanto tomava um café quente durante uma tarde em uma certa padaria. Afinal, com esse frio e no meio da tarde de um dia de semana, o que melhor do que uma padaria cheirando a pão recém tirado do forno e café passado na hora?
Então, enquanto esquentava as mãos na minha xícara de cappuccino no balcão, instintivamente falei aquele “caiu mesmo a temperatura, né?” para a atendente que espontânea e educadamente sorriu enquanto me entregava um pão de queijo e concordou, dizendo que adorava o frio. Ela comparava o frio com uma Bossa Nova, me disse. E o calor com um Carnaval. E ela amava Bossa Nova, falou. Concordei, mas ela teve que ir atender outro cliente, que também estaria afim de conversar sobre o clima, tenho certeza. Espiei com o canto do olho, torcendo para que ele não puxasse conversa com a minha nova amiga de sorriso largo, olhos levemente apertados e ainda por cima apreciadora de Bossa Nova. Mas não poderia fazer nada. Não se pode lutar contra o clima.
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