Uma ansiedade intensa vem se manifestando cada vez mais entre as pessoas, fazendo com que elas não consigam tomar decisões direito, não ouvir direito e, sobre tudo, não ter capacidade de se relacionar direito consigo mesmas. Aliás, até com outros indivíduos o relacionamento real ultimamente anda meio morno. Mas, ao contrário do que alguns pensam, este relacionamento intrapessoal é tão importante quanto a capacidade de interação e pertencimento a algum grupo.
Esse contato mais próximo de si mesmo é uma questão de autoconhecimento, reflexão e independência, que irão contribuir para um amadurecimento e irão ter reflexos positivos em momentos de interação social. No entanto, olhar para nós mesmos significa saber aproveitar momentos sozinhos sem nos sentirmos solitários. E para muitos isso é impossível ou acreditam não ser algo normal. Afinal, como pode uma pessoa ir ao cinema sozinha, por exemplo? Só pode ser louco.
Além do cinema, também o teatro, fazer uma viagem sozinho ou tomar uma garrafa de vinho enquanto cozinha sozinho também são ótimas experiências. Isso não tem nada a ver com falta de amigos ou de não gostar de relacionar-se. Esses pensamentos voltados para uma suposta reclusão social é apenas mais um sintoma da ansiedade coletiva que impede as pessoas de tirar os olhos das fotos dos amigos nas redes sociais e olhar primeiro para o espelho.
Uma observação que há muito vem sendo comentada, mas que vale relembrar é sobre aqueles grupos de pessoas reunidas em torno de uma mesa, mas a maioria está mexendo no celular. Isso, para mim, é solidão. Que faz com que as pessoas percam a capacidade de trocar opiniões sobre qualquer tipo de assunto olhando para os olhos dos outros por mais de dois minutos.
Parece que o medo de ficarem sozinhas em alguns momentos acaba justamente deixando as pessoas mais solitárias.
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