Recebo diversos vídeos pelo WhatsApp. Praticamente todos os dias. São gatinhos se assustando com um pepino. Cachorros uivando junto com a música. Bêbados sendo flagrados nas mais constrangedoras situações. Peripécias sexuais. Chegou um ponto em que eu já nem me dou o trabalho de abrir esses arquivos. Se abro já excluo, evitando ao máximo atrolhar a memória do meu celular que já está se travando todo com menos de um ano de uso. E juro que evito ficar instalando aplicativos inúteis como “Incríveis sons de peido” ou um jogo em que se ganha pontos ordenhando uma vaca. Ganha quem encher o balde de leite antes.
Bem, mas dia desses, me enviaram um vídeo em que um homem aparecia sendo decapitado com um machado. Tratava-se de uma suposta briga de gangues, como infelizmente têm se tornando comum, e decidi não olhar, ainda mais sabendo do conteúdo. Só que fiquei refletindo sobre o nível de crueldade que um ser humano pode chegar, quase desacreditando em certos comportamentos, e abri o arquivo. E o que eu assisti foram imagens que podem mexer com estômagos mais fracos. Após terminar e guardar o celular fiquei com aquelas imagens na cabeça por algum tempo. O suficiente para perceber que é preciso que a gente se choque de vez em quando, e ter consciência de onde a estupidez humana pode chegar. Entender que existem verdadeiros animais às soltas e que nada é feito. Entender que existe uma verdadeira guerra acontecendo ao lado de nossas casas e famílias.
Já excluí o vídeo insano do meu celular. Mas me pergunto quantos mais ainda serão filmados por essas aberrações disfarçados de seres humanos. E, principalmente, me pergunto por mais quanto tempo certas autoridades ainda acreditarão que alguém que amarra as mãos de um homem, o tortura, arranca sua cabeça com uma machado e a exibe como um troféu poderá reingressar na sociedade. Me mandem mais vídeos de cachorros, por favor.
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