Existem duas categorias que estão se proliferando como mosquitos do Zika Vírus. E fazem tão mal quanto. São os pseudoespecialistas e os odiadores. E vale admitir que, nós, em muitos momentos, também nos encaixamos em algum desses dois perfis. Nem que seja por um breve instante, sem perceber, encarnamos tais personagens.
A primeira categoria, diz respeito àqueles que acreditam dominar o conhecimento sobre qualquer tipo de assunto. Bastam alguns segundos em alguma fila de espera, por exemplo, para o sábio surgir e começar a argumentar sobre, digamos, teorias da física, ou mesmo a maneira correta de tratar alergias através de receitas milagrosas, afirmando que, tomar remédios só serve para alimentar uma indústria gananciosa, e, que ao invés de nos curar, apenas prejudicam mais.
E, sim, muitos de nós também agimos, em algum momento, como se tivéssemos a tese correta. A palavra final. Enfim, muitos de nós já agimos de maneira tola, dissertando conceitos – sem embasamento – e ainda por cima sem querer ouvir opinião contrária. Falo sem embasamento porque é justamente por esse motivo que resolvi chamar a atenção sobre esses tais pseudoespecialistas, pois me refiro às pessoas que leem apenas a manchete da postagem na rede social, ou um parágrafo na Wikipédia e acreditam estarem adquirindo conhecimento. Claro que, quanto mais conhecimentos buscarmos, pessoas melhores seremos, com melhor vocabulário, mais tolerantes e educadas. Entretanto, é preciso ter consciência de que não podemos querer nos colocar como os donos das palavras. Afinal, uma boa fonte de conhecimento é o diálogo.
Agora, a segunda categoria, os chamados haters (odiadores), é perigosa, invejosa, que não agregam nada. São os disseminadores do ódio, principalmente pela internet, já que acreditam estarem anônimos. Em alguns casos há violência psicológica, racismo, mas também são encontrados em sutilezas, que nós mesmos cometemos de maneira inconsciente, como dizer que, se alguma pessoa fala de livros, é metida a intelectual, mas, se ela não falar em livros, é ignorante. Seria engraçado se não fosse o fato de tais situações apenas levarem à brigas egocêntricas que só afastam as pessoas umas das outras, ao invés de somarem. Ou seja, novamente falta o diálogo. Por isso já deixo avisado que esse texto está aberto às discussões antes que eu mesmo possa acabar sendo encaixado em alguma dessas categorias.
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