quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ESSA BESTEIRA DE AR

A poluição atmosférica causa mais de 3 milhões de mortes no mundo, a cada ano; 92% da população do planeta vive em áreas com níveis de poluição superiores aos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS); Em 2013, ocorreram 62 mil mortes no Brasil causadas pela poluição. Estes são alguns dados apresentados pelo Relatório da Organização Mundial da Saúde. E os números vão além, deixando a problema muito mais sério. Quase tão sério quanto o desinteresse pelo assunto por parte não apenas de governos, mas pela própria população em geral.

Há quem leia isto e pense que é mais do mesmo. Afinal, é comum ler ou ouvir discursos sobre a qualidade do ar que nós respiramos e suas consequências para a saúde. É comum, fala-se bastante, mas continua sendo um tema que por incrível que pareça não nos atinge. Pelo contrário, tenho a impressão de que quanto mais abordado o assunto seja, mais ainda as pessoas fazem o contrário, como crianças fazendo birra.

O pior de tudo é que esse descaso com o meio ambiente não pode ser justificado como falta de conhecimento. Há pessoas muito bem instruídas, esclarecidas, que simplesmente se fazem de despercebidas, e costumam falar que tudo isso não passa de besteira. Sinceramente, seria bom se fosse. Seria bom que toda essa conversa sobre poluição do ar, sobre o uso exagerado de carros fosse apenas um monte de bobagens sem sentido, e que o ar que respiramos nas grandes cidades não fosse capaz de causar danos a longo prazo, como já foi comprovado em relação a doenças pulmonares e até câncer.

Me lembrei de tocar neste tema – talvez me repetindo -, após de ler uma ótima matéria na revista Trip sobre o ar, e depois que um conhecido me viu andando de bicicleta. Ele estava de moto, parou para me cumprimentar e perguntou o que eu queria pedalando. Como se eu estivesse indo contra algum tipo de evolução social do indivíduo, já que ao invés de estar andando em um carro novo – afinal, está “na hora” de eu trocar o meu, me dizem -, eu estava em uma humilde bicicleta.

Mas para que falar de “besteira”, não é mesmo?

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